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marcas

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Brasil, Nação Leitora

“Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos, que inauguram a vida, como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária é proposição indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno."

Bartolomeu Campos de Queirós, in Manifesto por um Brasil Literário, Paraty, 2009

A Associação Brasileira das Editoras Universitárias, a Associação Brasileira de Difusão do Livro, a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, a Associação Nacional de Livrarias, a Campanha Eu Quero Minha Biblioteca, a Câmara Brasileira do Livro, a Liga Brasileira de Editoras, o Movimento Brasil Literário, a Sociedade dos Ilustradores do Brasil e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, em nome de seus associados, vêm manifestar sua preocupação em relação à continuidade da política pública de inclusão da literatura no âmbito da Educação Infantil e dos ensinos Fundamental e Médio, tendo em vista a imposição de cortes nas verbas do Ministério da Educação.

A educação deve ser entendida no sentido amplo, sem se restringir a ensinar a criança a ler e a escrever, mas também a pensar, refletir e compreender. Através do hábito de leitura, a criança aumenta seu conhecimento sobre o mundo e se prepara para exercer sua cidadania.

Hoje, apenas 25% dos brasileiros alfabetizados são leitores plenos, o que significa que 75% não têm capacidade de compreender e interpretar textos, segundo dados do INAF — Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional.

Entendemos que a formação de leitores, assim como a constituição de acervos de bibliotecas escolares com livros de literatura devem ser prioridades nas ações do Estado e, portanto, do Ministério da Educação. Só assim poderemos equiparar direitos, garantindo a mesma qualidade na formação a todas as crianças e jovens brasileiros, independentemente da cidade onde vivem, das carências e desigualdades de cada região.

Um grande passo nesse sentido foi a criação, em 1998, do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), e seu desenvolvimento e aprimoramento ao longo dos últimos anos. Até 2014, este programa vinha cumprindo seu objetivo de "prover as escolas de ensino público das redes federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, no âmbito da educação infantil (creches e pré-escolas), do ensino fundamental, do ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA), com o fornecimento de obras e demais materiais de apoio à prática da educação básica". Na última década, o PNBE tornou-se um exemplo de sucesso na inclusão da literatura em sala de aula, e outros programas de igual importância foram também criados, como o PNBE do Professor, o PNBE Periódicos, o PNBE Temático e o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC).

Estes programas permitiram aos alunos de todo o país o acesso a uma grande diversidade de obras literárias, de escritores e ilustradores nacionais e estrangeiros, obras estas que foram avaliadas e selecionadas por profissionais especializados em literatura e educação. Permitiram também que editoras de todos os portes participassem do processo de seleção e tivessem a oportunidade de incluir seus títulos nestes programas.

Em 2015, porém, segundo informações recentes do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela execução desses programas, não houve ainda a liberação de verbas para viabilizar tanto o PNBE Temático 2013, que já estava com contratos em andamento, quanto o PNAIC 2014 cujos livros já estavam selecionados e as editoras devidamente habilitadas para a negociação e o contrato. Lamentavelmente, o processo de avaliação dos livros inscritos para o PNBE 2015 também estagnou. De acordo com dados estimativos, as verbas destinadas ao PNBE Temático 2013 e do PNAIC 2014, em conjunto, representam menos de 1% do valor do corte orçamentário de R$ 9,4 bilhões sofrido pelo Ministério da Educação.

Além disso, o governo do Estado de São Paulo, em comunicado oficial, suspendeu a compra de livros para escolas e bibliotecas. Temos acompanhado notícias aterradoras de paralisia de ações em diversos estados e municípios, como o fim de um dos projetos mais emblemáticos do país, a Jornada Literária de Passo Fundo. Casos recentes que preocupam o caminho da transformação do Brasil pela leitura.

O atraso na execução desses programas e projetos já causa reflexos preocupantes na cadeia produtiva do livro, atingindo não somente editores e livreiros como também autores, tradutores, ilustradores, revisores e a indústria gráfica.

Entretanto, muito mais grave do que esse prejuízo tangível da cadeia produtiva do livro é o prejuízo incalculável e talvez irreparável causado a milhões de crianças e jovens brasileiros, que deixarão de receber livros de literatura em suas escolas, o que representará um grande retrocesso nas conquistas educacionais dos últimos anos e um dano irreversível ao pensamento livre e crítico da nossa população jovem.

O acesso a livros de literatura está garantido no Plano Nacional de Educação (PNE), através dos conceitos de Custo Aluno-Qualidade (CAQ) e Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) que estabelece, dentre as diversas variáveis para o custo da educação, valores e parâmetros relativos aos insumos, entre eles os livros e as bibliotecas. Essa indicação está apoiada pela Lei 12.244/210 que, ao determinar que todas as instituições de ensino do País tenham uma biblioteca até 2020, configura importante marco legal para a garantia desse direito.

A leitura de livros de literatura, além de prioritária, é também um direito da criança e do jovem.

                  Quando a leitura literária for prioridade na Educação em nosso país poderemos clamar:

                  Brasil, Pátria Educadora, Nação Leitora

Paraty, 3 de julho de 2015

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Por reconhecer a pertinência pela melhor avaliação da ilustração nos concursos e prêmios literários, a diretoria da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil - AEILIJ manifesta o seu apoio e também assina a CARTA ABERTAEstão juntas pelo tema, portanto, as duas associações mais representativas e atuantes do segmento editorial. A AEILIJ pretende contribuir na divulgação do tema, de todas as maneiras, como tem sido feito pela SIB. Colabore, compartilhe e participe você também. 

* Conheça o teor da CARTA ABERTA. __________________________________________________________________________________________________________________________________ TERÇA-FEIRA, 29/07: no PublishNews: Os ilustradores e as premiações

Foi hoje publicado um artigo assinado por Leonardo Neto, no endereço virtual mais conhecido do mercado editorial, que faz referência à reflexão sobre a avaliação da ilustração nos concursos e prêmios literários. O texto explicita que a "Sociedade dos Ilustradores do Brasil questiona critérios usados em premiações brasileiras". Na verdade, não se trata de um questionamento exclusivo dos ilustradores associados. A SIB apenas tem sido uma interlocutora, de associados e não associados, de ilustradores e mesmo de escritores, que desejam melhorar a percepção crítica geral sobre o papel da imagem narrativa no panorama editorial brasileiro, como ocorre há anos em muitos países de sólida produção literária. Seja como for, naturalmente agradecemos a oportunidade de divulgação concedida. Os argumentos de muitos colegas de livros foram reunidos e organizados no formato de uma carta aberta. Para conhecer a íntegra do artigo da PublishNews clique AQUI.

* Conheça o teor da CARTA ABERTA.

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SEGUNDA-FEIRA, 28/07: no blog Estante de Letrinhas (do Estadão):

Ilustradores brasileiros questionam critérios de premiações.

Leia o ARTIGO COMPLETO (Conheça o teor da CARTA ABERTA). A jornalista Bia Reis selecionou alguns convidados a se procunciarem sobre o teor da carta aberta. A seguir, publicamos a mais relevante manifestação recebida até o momento. Agradecemos pela compreensão, percepção e apoio inaugural de Marisa Lajolo. Vamos torcer por outros desdobramentos.

“Em primeiro lugar, obrigada pela contribuição que a carta aberta traz. Ela é muito sugestiva e não apenas para questões relativas ao Prêmio Jabuti, mas para uma reflexão mais aprofundada sobre livros, particularmente os destinados a crianças e jovens.

Livros são objetos que se alteram ao longo do tempo: do manuscrito ao impresso, ao pocket e ao ebook, a humanidade presenciou (e viveu como leitora) incríveis alterações naquilo que Fernando Pessoa definiu uma vez como “papéis pintados com tinta”. Particularmente os profissionais envolvidos com o mundo livresco têm de constantemente refazer as relações que com eles estabelecem.

A articulação de linguagens – a verbal e a visual – na realidade se faz presente em qualquer livro e é significativa, se acreditarmos que, por exemplo, capa, projeto gráfico e ilustração são também elementos produtores de sentido. Daí serem pertinentes as reflexões que a carta faz relativamente à possibilidade de prêmios destinados aos gêneros infantil e juvenil contemplarem a íntegra do objeto livro, e não cada uma das linguagens que o constituem.

Reiterando a afirmação que abre este texto, agradecemos as considerações da carta aberta: elas são extremamente oportunas e – quando pertinentes- estão sendo tomadas em consideração pela CBL nas discussões ora em curso sobre o Prêmio Jabuti.”

* Depoimento de Marisa Lajolo, professora de Literatura, crítica literária, ensaísta, autora e curadora do Prêmio Jabuti, em resposta à reflexão promovida pela SIB.

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Brasil, Nação Leitora

“Liberdade, espontaneidade, afetividade e fantasia são elementos que fundam a infância. Tais substâncias são também pertinentes à construção literária. Daí, a literatura ser próxima da criança. Possibilitar aos mais jovens acesso ao texto literário é garantir a presença de tais elementos, que inauguram a vida, como essenciais para o seu crescimento. Nesse sentido é indispensável a presença da literatura em todos os espaços por onde circula a infância. Todas as atividades que têm a literatura como objeto central serão promovidas para fazer do País uma sociedade leitora. O apoio de todos que assim compreendem a função literária é proposição indispensável. Se é um projeto literário é também uma ação política por sonhar um País mais digno."

Bartolomeu Campos de Queirós, in Manifesto por um Brasil Literário, Paraty, 2009

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Brasil, Nação Leitora

Novas adesões ao movimento pela literatura como um direito da criança e do jovem.

A edição de livros infantis e juvenis

Curso com Rogério Gastaldo: seleção/produção/promoção de livros infantis e juvenis, impressos e digitais. Sexta-feira, 27/03, das 09h30 às 13h30, na Câmara Brasileira do Livro, na capital paulista.

Repercussão: Carta Aberta SIB pela ilustração

Deu no PublishNews e na Estante de Letrinhas, do Estadão: Marisa Lajolo, curadora do Jabuti (CBL), e sua percepção positiva quanto à reflexão sobre a ilustração de livros.

SIB NEWS

O autor-ilustrador Orlando Pedroso lança o livro GORDINHAS, com prefácio da cartunista e chargista Laerte. Dia 28/11, às 19h30 no Bar Genial, na Vila Madalena, na capital paulista. Convite feito!


O ilustrador, infografista e designer gráfico Caco Bressane atesta o quanto é enriquecedor colaborar com projetos profissionais que envolvem um time de colaboradores. Algumas dessas demandas podem fortalecer os…


Alexandre Rampazzo e Mauricio Negro convidam para o bate-papo e autógrafos dos respectivos lançamentos no sábado, 18/11, às 17h00, na 5º edição da Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, na Faculdade Zumbi dos Palmares, na capital paulista. Às 14h00 Negro também participa da mesa “Depois que o Samba é Samba” com Paulo Lins, Martinho da Vila, João Batista de Medeiros Vargens e Duca Rachid, com mediação de Chiquinho de Assis. Compareça!


Exposição de artes gráficas na programação oficial do CEDHU Piracicaba. Artistas brasileiras e estrangeiras mostram suas produções no âmbito das comemorações e reflexões do Dia Internacional da Mulher. Inscrições abertas!


Que tal desenhar, escrever e um pouco mais enquanto se encanta pela paisagem da Chapada Diamantina? Confira aqui e veja como participar dessa rara experiência!


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