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Quadrinhos

SIB promove bate-papo com André Diniz, Caco Galhardo e Rodrigo Rosa na FlipZona

Na última quarta-feira, 7 de julho, a SIB estreou a paceria com a Festa Literária Internacional de Paraty, apresentando o bate-papo Quadrinhos: o que acontece hoje, no espaço FlipZona. Nem o mau tempo, nem o horário marcado cedo da manhã intimidaram o público – formado em sua maioria por estudantes do ensino médio – que lotou a palestra mediada pelo ilustrador e sócio da SIB Orlando Pedroso. Em clima bastante informal, os convidados André Diniz, Caco Galhardo e o sibiano Rodrigo Rosa conversaram por cerca de duas horas sobre o atual cenário do quadrinho brasileiro e comentaram seus trabalhos, projetados em um telão no fundo do palco.

Pedroso iniciou a conversa citando o aquecimento do mercado editorial de quadrinhos a partir do momento em que os governos passaram a comprar álbuns de hq para distribuírem em bibliotecas escolares. Sobre esse tópico, os três autores debateram sobre as possibilidades da formação de um público real de consumidores de quadrinhos nacionais e concluíram que ainda é cedo para esse a consolidação deste cenário. Caco Galhardo observou que os quadrinhos, que sempre tiveram um carácter de cultura alternativa, curiosamente agora se firmavam no mercado através de uma via oficial, o poder público. André Diniz disse sentir-se bastante a vontade para trabalhar dentro do perfil de quadrinhos que interessam ao público das escolas, pois desse antes da adoçando de quadrinhos pelos governos já vinha fazendo roteiros com viés na cultura e na história do Brasil. Rodrigo Rosa, que nos últimos anos vem se dedicando as adaptações de clássicos da literatura, destacou que suas hq's buscam atingir ao público do ensino fundamental, tentando servir como uma apresentação aos leitores mais jovens que mais tarde terão contato com as obras originais no ensino médio.

Logo após, os autores começaram a exibir seus trabalhos e comentá-los. Diniz mostrou basicamente páginas de suas produções mais recentes, onde o carioca passou a desenhar os seus roteiros. Segundo ele, seu desenho busca a agilidade na produção e inspira-se em duas fontes: a gravura e a arte africana, elementos muito presentes em seus mais recentes títulos: Morro da Favela (Leya/Barba Negra) e Quilombo de Orum Aiê(……..).

O humor é a diretriz do trabalho do paulista Caco Galhardo. Desde 1996 publicando tiras no jornal Folha de S. Paulo, Galhardo mostrou sua verve fortemente autoral e as transformacões que passaram seu desenho, comentando desde as tiras da Folha em sua fase mais recente – com personagens como Chico Bacon e Lili Ex – e fazendo uma detalhada análie de sua adaptação de D. Quixote (Peirópolis), sucesso editorial que deve ter continuidade em um segundo volume.

Mostrando inicialmente parte de seu material de pesquisa histórica, Rosa fez um apanhado de sua produção de adaptações de clássicos, respeitando a cronologia histórica de obras como Memórias de um sargento de milícias, O cortiço (Ática) e Os sertões – a luta (Desiderata) e contou curiosidades sobre cada uma delas e das diferentes formas de abordar um clássico quando se faz uma adaptação para hqs.

Com um time de convidados com trabalhos bastante diferenciados entre si, o bate-papo promovido pela SIB deu uma visão ampla da atual produção do quadrinhos nacional.

Da esquerda para direita: Orlando Pedroso, Rodrigo Rosa, Caco Galhardo e André Diniz | Foto de Julieta Benoit e Nelson Toledo

Da esquerda para direita: Orlando Pedroso, Rodrigo Rosa, Caco Galhardo e André Diniz | Foto de Julieta Benoit e Nelson Toledo

Ilustração de Caco Galhardo | Foto de Julieta Benoit e Nelson Toledo

Ilustração de Caco Galhardo | Foto de Julieta Benoit e Nelson Toledo

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