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Por José Pedro Martins, para a Agência Social de Notícias

Os mitos, os preconceitos, vão sendo construídos a partir de narrativas social e historicamente determinadas. Pois muitas das visões preconcebidas em relação ao continente africano são fraturadas a partir de uma exposição de quadrinhos que começou no Memorial da América Latina, em São Paulo, e que se encontra até o dia 23 de abril, quinta-feira, em Campinas, na Biblioteca Municipal “Prof.Ernesto Manoel Zink”.

É a Exposição Brasil-África, que apresenta ao público brasileiro o que há de mais representativo nos quadrinhos africanos. Muitos quadrinhistas brasileiros estão presentes.

Bira Dantas é um deles. Ele é o curador da exposição pelo lado brasileiro. O congolês Jeremie Nsingi é o curador pelo lado africano. “Aqui no Brasil temos muito pouco contato com os Quadrinhos africanos, apesar de termos muita troca em outros setores sócio-culturais e políticos. Esta exposição mostra um pouco da África real, aquela que é desenhada e satirizada por seus artistas no dia-a-dia”, comenta Bira.

De fato, o desconhecimento em relação ao que é produzido em histórias em quadrinhos na África ainda é muito grande no Brasil, apesar das relações seculares com o continente africano, de onde vieram milhões de escravos que ajudaram a forjar a identidade brasileira. Na realidade, é mais uma página do desconhecimento generalizado no país quanto à realidade africana, apesar de mais da metade da população brasileira ser de afrodescendentes.

Nova história sendo escrita – Mas esse hiato começa a ser superado, como observa o próprio Bira Dantas. Ele nota que em 2008 o quadrinhista e fanzineiro paraense Eduardo Pinto Barbier – que vive na França – foi convidado para a primeira edição do Festival Internacional de Quadrinhos da Argélia (Fibda). “Ele foi pioneiro neste contato cultural entre Brasil e África, no campo dos quadrinhos”, diz Bira. Marcelo D´salete foi outro brasileiro a participar do Fibda naquele ano.

Em 2009 a revista “La Bouche du Monde” – publicada por Eduardo Barbier em francês – fez parte da seleção oficial do Fibda e em 2011 ganhou como Melhor Fanzine. No Brasil, observa Bira, a professora e pesquisadora Sonia Luyten foi curadora da Mostra de Quadrinhos Africanos no Museu Afro, em SP, em 2009, com a participação de 19 artistas de 16 países, e 2010, quando foi lançado o livro “Afro HQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos”, de autoria de Danielle Jaimes, Roberta Cirne e Amaro Braga.

[caption id="attachment_7836" align="aligncenter" width="1000"]Obra do associado da SIB Junião, um dos brasileiros na exposição. Obra do associado da SIB Junião, um dos brasileiros na exposição.[/caption]

Em 2011, Eduardo Barbier apresentou o próprio Bira Dantas a Dalila Nadjen, presidente do Fibda, durante o festival de Angouleme na França. Também em 2011, a L&PM Editores publicou o álbum de Quadrinhos Aya (Costa do Marfim) de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie. Enquanto isso, André Diniz e Mauricio Hora lançavam “Morro da Favela”, que seria publicado na França, Portugal e Inglaterra. André Diniz também lançou  “Negrinho do Pastoreio” e “O Quilombo Orum Aiê”.

Em 2012, o jornalista e cartunista Mauricio Pestana lançou a coleção “Mãe África” e o cartunista Bira foi selecionado no Fibda, tendo sido o seu D.Quixote  indicado na categoria Melhor Projeto do festival argelino em 2013. Bira foi então convidado para a Argélia, onde lançou seu BiraZine 2 com legendas em francês. Neste mesmo ano, o quadrinhista congolês Jérémie Nsingi veio ao Brasil, a convite do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de BH). Foi quando Bira e Nsingi se conheceram.

Mais intercâmbios – Os intercâmbios aumentaram em intensidade nos últimos dois anos. Em 2014, o Brasil foi o país homenageado do Fibda e Bira fez parte do juri de premiação. O festival teve um estande só do Brasil com: – Linha do tempo “145 anos de Quadrinhos brasileiros” (montada por Bira e Laurent Melikian). – Quadrinhos brazucas com Bira, André Diniz, Ana Luiza Koehler, Rafael Coutinho, Fábio Moon e Gabriel Bá (organizado por Eduardo Barbier). – Mauricio de Sousa e seus Quadrinhos, Quadrões e Esculturas (montado por Jacqueline Mouradian, presente no festival com Bira, Fábio e Gabriel). Pela primeira vez a ministra da cultura participou da abertura e o embaixador brasileiro também. Ainda no ano passado, Marcelo D’salete lançou “Cumbe”, projeto de Quadrinhos com raízes africanas, aprovado pelo edital paulista ProaC.

Em 2015, o Memorial da América Latina abriu -mais uma vez- as portas para a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC) entregar o Troféu Angelo Agostini. E desta vez com a exposição Brasil- África. Jérémie Nsingi foi a estrela internacional na Exposição, da qual foi curador pelo lado africano.

[caption id="attachment_7838" align="alignnone" width="680"]O trabalho do marroquino Omar Ennaciri sobre Chico Mendes: solidariedade (Foto José Pedro Martins). O trabalho do marroquino Omar Ennaciri sobre Chico Mendes: solidariedade (Foto José Pedro Martins).[/caption]

Quebra de mitos –  Desde o dia 23 de março e até a próxima quinta, 23 de abril, a Exposição Brasil-África fica em Campinas, na Biblioteca Pública Municipal. Uma exposição para quebrar mitos e o primeiro deles é o de que a África não teria história em quadrinhos.

Tem e de alta qualidade, com temáticas que ajudam a superar outros pré-conceitos com relação ao território africano, como o de que não haveria vida urbana naquele continente. Não é o que mostram os trabalhos dos quadrinhistas africanos presentes na exposição, como Popa Matumula, da Tanzânia, e Bibi Benzene, de Camarões.

Mas a realidade tribal também está presente, como no trabalho de Youmbi Narcisse, também de Camarões. Omar Ennaciri, do Marrocos, apresenta uma bela obra sobre a realidade mediterrânea de vários países africanos.

O mesmo Omar Ennaciri assina uma das curiosidades marcantes da Exposição Brasil-África: é o seu trabalho sobre o líder ecologista e seringueiro brasileiro Chico Mendes, assassinado em 1988. Mais um sinal da ligação íntima, sentimental, afetiva entre Brasil e África.

Outros quadrinhistas africanos com trabalhos na Exposição são Pahé (Gabão), Georges Pondy, Kangol e Joelle Ebongue (Camarões), Gihèn (Tunísia), Benjamin Kouadio (Costa do Marfim), Mokdad Amirouche (Argélia), Didier Kasai (República centro-africana), Massiré Tounkara (Mali), Brahim Rais  (Marrocos), Sylvestre (Burkina Faso), Dwa de Eric (Madagascar) e Al Mata (Congo).

Pelo lado brasileiro, estão trabalhos de Marcelo D’salete, Flavio Luiz, André Diniz, Pestana, Junião, Pedro Franz, Marcos Franco, Hélcio Rogério, Alisson Affonso, Eloyr Pacheco, Fernando Damasio, Janio Garcia, Alves, Orlando Pedroso e o próprio Bira Dantas.

“A exposição permite muitos questionamentos, muitas discussões, é muito rica”, resume a bibliotecária Suze Elias, responsável pela Gibiteca da Biblioteca Pública Municipal de Campinas, co-promotora da exposição. “Os quadrinhos africanos, de grande influência franco-belga, são de alta qualidade”, nota ela.

A questão racial, da identidade, da cultura negra, muito presentes e gerando reflexões importantes. O Brasil começa a redescobrir a África. Os amados quadrinhos, linguagem universal que diverte, encanta e questiona, estão contribuindo para consolidar esse diálogo interatlântico.

LINKS PARA CONHECER MAIS SOBRE HQ DA ÁFRICA

JÉRÉMIE NSINGI (Congo)

BIBI BENZO (Camarões)

Kangol LedroïD (Camarões)

YOUNA Narcisse Youmbi (Camarões)

DUTA Ebene (Camarões)

JOELLE Ebongue (Camarões)

PONDY (Camarões)

MOKDAD amirouche (Argélia)

SYLVESTRE ZOUMABE Gringo (Burkina Faso)

PAHÉ (Gabão) 

www.pahebd.blogspot.com

AL MATA (Congo) 

DIDIER kassai (Sibut, República Centro-africana)

KOUADIO Kouakou Benjamin (Costa do Marfim) 

Gihèn (Tunisia)

POPA (Tanzania)

Massiré Tounkara (Mali)

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O QUE: Exposição Brasil-África (quadrinhos brasileiros e africanos)

ONDE: Biblioteca Municipal Prof.Ernesto Manoel Zink, Campinas, SP

QUANDO: Até o dia 23 de abril, quinta-feira, em Campinas,

É a , que apresenta ao público brasileiro o que há de mais representativo nos quadrinhos africanos. Muitos quadrinhistas brasileiros estão presentes.

[post_title] => Exposição Brasil-África [post_excerpt] => Os associados da SIB Junião e Orlando participam da mostra, que reúne quadrinistas brasileiros e africanos. Até 23/04, na Biblioteca Municipal Prof. Ernesto Manoel Zink, em Campinas, SP. [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => exposicao-brasil-africa [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-05-06 10:12:47 [post_modified_gmt] => 2015-05-06 13:12:47 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=7823 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [1] => WP_Post Object ( [ID] => 5628 [post_author] => 2 [post_date] => 2014-09-30 17:18:36 [post_date_gmt] => 2014-09-30 20:18:36 [post_content] => [caption id="attachment_5631" align="alignnone" width="441"]pintura de Giotto Pintura de Giotto[/caption]

Ajoelhado, o monge ergue mãos e contempla o céu: uma figura celeste com três pares de asas paira sobre a paisagem montanhosa.  Das mãos, pés e flanco do personagem voador, partem raios que atingem as mãos, pés e flanco do monge, que não parece assustado: antes, parece colocar-se em posição receptiva, disposto a sofrer o impacto dos raios.

Raios? Foi a primeira coisa em que pensei, mas agora me dou conta de que não podem ser raios. Não são relâmpagos como os disparados por Zeus, e não havia raio laser na baixa Idade Média... Talvez sejam fios de ouro, ou simples linhas de correspondência entre as feridas do monge e as chagas de Cristo.

A pintura é do florentino  Giotto di Bondone (1267-1337), foi pintada por volta de 1295 com óleo e ouro sobre madeira, está no Louvre e pretende retratar um acontecimento real da vida de S. Francisco de Assis – um fenômeno místico, na interface do plano temporal com a eternidade, conhecido como "estigmatização".

Em 14 de setembro de 1224, Francisco meditava no monte Alverno e teve a visão de um serafim de seis asas, e no centro a figura de Cristo; ao final da meditação, as marcas da crucificação haviam ficado impressas em seu corpo, o que lhe causava muita vergonha e sofrimento físico. Segundo a “Legenda Dourada” de Jacopo de Varazze, o santo procurou ocultar de todos esses estigmas, cuja existência real, vista por poucos durante sua vida, foi testemunhada por muitos após sua morte (este mesmo fenômeno ocorreu com outros santos, sendo o mais recente o santo Padre Pio de Pietrelcina, em 1918, cujas chagas se mantiveram frescas e sem corrupção por 50 anos).

[caption id="attachment_5634" align="alignnone" width="600"]Padre Pio recebe a Transverberação Padre Pio recebe a Transverberação[/caption]

Padre Pio, assim como Santa Teresa d’Ávila (1515-1582), relataram que um anjo lhes atirou algo parecido com um finíssimo dardo de ouro com fogo na ponta. A ferida não fechava, não infeccionava e exalava cheiro de flores. Assim, talvez com S. Francisco também fosse algo que se arremessasse.

[caption id="attachment_5635" align="alignnone" width="480"]Êxtase de Santa Teresa, escultura de Bernini Êxtase de Santa Teresa, escultura de Bernini[/caption]

Giotto posicionou de forma didática seus personagens, de forma que todos os pontos de emissão e recepção dos raios ficassem visíveis. Porém, nenhum “efeito especial” indica que o serafim está sendo visto apenas pelos “olhos da inteligência” ou que é uma realidade espiritual; o anjo parece tão corpóreo quanto uma águia; o único elemento que evoca transcendência é a aura dourada, presente tanto no anjo como no monge.

Contudo, na parte de baixo do painel vemos uma série de três quadros. O primeiro representa um sonho: o papa Inocêncio III sonha com Francisco escorando a igreja de Latrão que ameaça desmoronar. Os outros são o papa autorizando a criação da ordem, e Francisco pregando aos pássaros.

[caption id="attachment_5630" align="alignnone" width="788"]painel de São Francisco, Giotto (detalhe) Painel de São Francisco, Giotto (detalhe)[/caption]

Tanto a visão mística como o sonho são desenhados com o mesmo naturalismo; não temos “nuvens de pensamento” ou qualquer recurso gráfico que indique sua natureza onírica ou transcendente. Enquanto o papa dorme, o que ele sonha aparece do lado de fora do quarto, como num teatrinho; e a experiência mística, por definição apenas perceptível nos derradeiros graus da contemplação religiosa, parece flutuar na paisagem como um OVNI.

Figuras celestes emitindo raios se tornaram figuras populares nos comics do século XX. Remetem, porém, a utopias científicas: são raios de energia, às vezes acionados por aparelhos nos punhos.

[caption id="attachment_5632" align="alignnone" width="395"]Space Ghost Space Ghost[/caption] [caption id="attachment_5629" align="alignnone" width="908"]HQ heróis HQ heróis[/caption]

É curioso ver as reminiscências religiosas que acompanham os super-heróis e seus poderes. Seria interminável listar as inspirações ou coincidências desses mitos modernos com os ícones religiosos de todos os tempos. Vejamos apenas um caso: o Homem de Ferro, talvez uma atualização do Homem de Lata do Mágico de Oz, com seu coração ameaçado por estilhaços de bomba e mantido vivo por um reator, e o Sagrado Coração de Jesus, envolto por espinhos e soltando labaredas. Desde os egípcios, que representavam o coração como um vaso contendo energia vital, este órgão é visto como o "sol do corpo", sede da vitalidade, da energia criadora e do amor, significado não inteiramente apagado da imaginação coletiva e da linguagem, por mais que se implantem pontes de safena para prolongar sua existência.

É a persistência do sagrado nos mitos modernos? Ou a aspiração da ciência a se tornar a próxima religião?

[caption id="attachment_5636" align="alignnone" width="600"]o simbolismo solar do coração, no Homem de Ferro e no Sagrado Coração de Jesus: centro de energia irradiante, centro do ser O simbolismo solar do coração, no Homem de Ferro e no Sagrado Coração de Jesus: centro de energia irradiante, centro do ser[/caption]   ________________________________________________________________________________________________________________________________ SPACCA é cartunista e ilustrador, autor dos livros em HQ Santô e os Pais da Aviação, Debret, As Barbas do Imperador e D.João Carioca (ambos em parceria com Lília Schwarcz) e Jubiabá, adaptação da obra de Jorge. Também faz ilustrações publicitárias, editoriais e personagens. http://jubiaba.blogspot.com [post_title] => Raios do Céu: dos santos medievais aos heróis do gibi [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => raios-do-ceu-dos-santos-medievais-aos-herois-do-gibi [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2014-09-30 19:34:29 [post_modified_gmt] => 2014-09-30 22:34:29 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=5628 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [2] => WP_Post Object ( [ID] => 3100 [post_author] => 20 [post_date] => 2014-02-19 17:02:44 [post_date_gmt] => 2014-02-19 20:02:44 [post_content] =>
[caption id="attachment_3101" align="aligncenter" width="566"]TEMPORADA DE QUADRINHOS NO SESC SANTO ANDRÉ TRAZ BATE-PAPOS COM CARTUNISTAS LUIZ GÊ, LARTE, FERNANDO GONSALEZ E SPACCA[/caption]   Como programação complementar à exposição Cidades em Tiras: A Metrópole Brasileira através das Histórias em Quadrinhos, em cartaz até 9 de março, Sesc Santo André promove série de bate-papos sobre a temática HQ. A exposição Cidades em Tiras: A Metrópole Brasileira através das Histórias em Quadrinhos está em cartaz na Unidade do Sesc em Santo André desde dezembro de 2013 e, de lá pra cá, muita coisa já aconteceu: uma oficina de HQ animada, uma oficina de criação de quadrinhos com ferramentas disponíveis na web, uma oficina para construção de narrativas e personagens para HQ e uma oficina de histórias em quadrinhos a partir de ideias sobre a cidade e sua arquitetura. Para fevereiro estão programadas as mesas de bate-papo com alguns dos quadrinistas que estão com seus trabalhos expostos na Galeria do Sesc Santo André, além da presença de especialistas convidados para conversar com o público sobre as relações entre humor gráfico e futebol, criação de personagens e técnicas de produção para tiras de jornal e internet, mercado de trabalho para desenhistas e, por fim, as possíveis relações entre arquitetura e quadrinhos. Os bate-papos acontecem durante todo o mês de fevereiro, semanalmente, sempre às terças-feiras, com início às 20h00. Entre os nomes que estarão presentes nas discussões estão: JAL, Gualberto Costa, Orlando Pedroso, Spacca, Biratan Dantas, Fernando Gonsales, Laerte, Luiz Gê, Guazzelli, entre outros. A participação é livre e gratuita. Os encontros acontecem no palco da lanchonete e também no teatro da Unidade. Além das mesas de bate-papos, a Unidade também recebe, ainda no mês de fevereiro, o curso Narrativas Visuais, onde o professor Mario Mastrotti abordará os princípios básicos para a criação de projetos ligados às narrativas visuais, introduzindo os participantes às técnicas da arte sequencial. Confira a programação completa:
CIDADES EM TIRAS: A METRÓPOLE BRASILEIRA ATRAVÉS DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
bate-papo_____________________________________________________________________________
Humor gráfico e futebol Bate-papo sobre a relação do futebol com os quadrinhos, e como o esporte é retratado por quadrinistas e chargistas. Com JAL e Gualberto Costa, autores do livro "A história da seleção brasileira nas Copas através do humor gráfico". Duração: 90 min. No Palco da Lanchonete. Livre Convites gratuitos liberados uma hora antes na bilheteria do local. 04/02. Terça, às 20h00
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Mercado de trabalho para desenhistas de quadrinhos e humor gráfico Mesa redonda com diretores de entidades da área, apresentando a atual conjuntura do mercado e possibilidades de atuação para os profissionais. Com Orlando Pedroso (SIB- Sociedade dos Ilustradores do Brasil), JAL (presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil), Biratan Dantas (diretor da Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas de São Paulo). Duração: 90 min. No palco da Lanchonete. Livre Grátis 11/02. Terça, às 20h00
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Criação de personagens e técnica de produção de tiras para jornal e internet Bate-papo sobre o processo de elaboração de personagens e tirinhas para internet e jornais. Com Fernando Gonsales, quadrinista criador de Níquel Náusea, e Spacca, autor de livros em HQ, cartunista e ilustrador. Duração: 90 min. No palco da Lanchonete. Livre Grátis 18/02. Terça, às 20h00
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Arquitetura e quadrinhos - um casamento que deu certo Mesa redonda com desenhistas sobre essa relação estreita e exitosa entre as duas áreas.  Com Luiz Gê, Guazzelli, Laerte e André Cezaretto. Mediação: Gualberto Costa (editor, criador do troféu HQMIX e arquiteto). Duração: 90 min. No Teatro. Retirada de ingressos na bilheteria, com 1h00 de antecedência. Apenas 2 ingressos por pessoa. Livre Grátis 25/02. Terça, às 20h00
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curso
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Narrativas Visuais Cronograma: Dia 01 de fevereiro - Tiras Dia 08 de fevereiro - História em quadrinhos Dia 15 de fevereiro - Cartum Dia 22 de fevereiro - Charge No Espaço de Oficinas. Livre Grátis 01 a 22/02. Sábados, das 10h30 às 12h30
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SESC Santo André Rua Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar Telefone para informações/publicação: (11) 4469-1200 Acesso para deficientes físicos Estacionamento: R$ 3,00 a primeira hora e R$ 1,00 cada hora adicional (desconto de 50% para matriculados)
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Lançamento da revista independente TNT, assinada pelo ilustrador e associado da SIB Caio Majado.

A revista TNT tem roteiro de André Valente e desenhos de Caio Majado.

É a primeira HQ de uma trilogia, a concluir até julho de 2014.

A HQ, por enquanto, pode ser encontrada somente na Comix, na Gibiteria e na Quanta Academia de Artes.
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TNT, de André Valente e Caio Majado
Lançamento
HQ em formato americano, 24 páginas duotone, capa cartonada, tiragem limitada (500 exemplares)
Quando: sábado, 14/12, a partir das 16h30
Onde: Quanta Academia de Artes, em São Paulo, SP
Rua Dr. José de Queiros Aranha, 246  Vila Mariana São Paulo SP (Metrô Ana Rosa)
Valor: R$10,00
• Além do lançamento propriamente dito, haverá outros dois lançamentos de HQs:
Lost Kids, de Felipe Cagno e outros;
Quad, de Eduardo Schall, Eduardo Ferigado, Diego Sanches e Aloísio Santos.
Sinopse: “Um vulto corta o céu da não tão pacífica cidade de Utópolis! É a nossa querida heroína Explosiva em mais um dia de combate contra vilões mal-encarados. Renata, além de ser a garota mais popular da escola, é uma adolescente com superpoderes herdados do pai, um super-herói renomado interplanetariamente, porém de personalidade fora do comum! Ela contará com a ajuda da melhor amiga para encarar a sua missão mais difícil, conquistar J.J, um garoto avoado que só pensa em futebol. TNT é uma história envolvente, que mostra de uma maneira nada realista, mas muito engraçada e divertida, as relações do adolescente, suas preocupações, medos e… garotos!”
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Caio Majado é afixionado por histórias em quadrinhos, ilustrador, professor e desenhista profissional e associado da SIB.
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É hoje, 9 de Dezembro de 2013, na capital paulista, o lançamento do álbum do autor-ilustrador Céu D'Ellia.

ZU KINKAJÚ

AUTOR Céu D'Ellia

EDITORA Second Sun

QUANDO segunda-feira, 09/12, das 15h00 às 22h00 ONDE Rua Manuel da Nóbrega, 922 – São Paulo - SP (próximo ao Metrô Brigadeiro e o Ginásio e Parque do Ibirapuera)

QUANTO R$ 20 (48 págs.)

TIRAGEM LIMITADA

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Super Eco, título original publicação, teve o primeiro capítulo lançado em 1998. Porém foi interrompida no terceiro episódio, dois anos depois. E retomada por insistência de muitos leitores saudosos e curisosos. A história é agora apresentada na íntegra, com algumas alterações em relação aos capítulos já publicados, personagens novos e alguns,  abandonados."

O lançamento será realizado às 15h no estúdio de Céu D'Ellia, em São Paulo (r. Rua Manuel da Nóbrega, 922), onde será possível conhecer o roteiro e conferir algumas das artes originais. Ceu-02  "O mais importante para mim é a metáfora contida no livro sobre coisas que a gente não conhece. A lição que eu quero passar é que não conhecemos tudo que existe no mundo, que ainda há algo que podemos descobrir." Céu D'Ellia

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Céu D' Ellia é diretor de animação, produtor, animador e ilustrador. Um dos mais experientes e consagrados profissionais da área de cinema de animação no Brasil. Começou sua carreira profissional em 1979, fazendo animações para anúncios publicitários de grandes agências brasileiras. Em 1982 abriu sua própria produtora: Cigarra com&comltda. Em 1988 finalizou o cult e premiado curta Adeus, que lhe deu projeção internacional. Trabalhou em Londres como supervisor de animação de anúncios de publicidade, vídeos musicais e na equipe cinematográfica de Steven Spielberg. Atualmente divide seu tempo entre produções internacionais para a Disney , AVI, Uli Meyer Studios, Joanna Quinn, entre outros; e pesquisa, no Brasil, os princípios éticos da comunicação focada para as crianças. Além de prêmios artísticos, também acumula prêmios na área ambiental, como o Hopes For the Future for a Sustainable World IUAPPA/IAS (1996). Produziu uma relatório para o Ministério da Cultura do Brasil, desde 1987, estuda as relações econômicas e culturais entre a indústria cultural e do meio ambiente.

[post_title] => Zu Kinkajú [post_excerpt] => Céu D'Ellia lança HQ independente iniciada há 13 anos, com temática ecológica. Hoje, 09/12, no seu estúdio, na capital paulista. [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => zu-kinkaju [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2013-12-09 10:43:20 [post_modified_gmt] => 2013-12-09 12:43:20 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=2169 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [5] => WP_Post Object ( [ID] => 1330 [post_author] => 20 [post_date] => 2013-10-31 23:03:44 [post_date_gmt] => 2013-11-01 01:03:44 [post_content] =>

Para divulgar a literatura para crianças e jovens e a produção de histórias em quadrinhos (HQs) brasileiras, a Fundação Biblioteca Nacional lança uma convocatória especial a editoras estrangeiras que queiram traduzir, publicar e distribuir, no exterior, obras de autores brasileiros nesses segmentos, já publicadas no Brasil. A convocatória se insere no âmbito do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior, autorizado por meio de Decisão Executiva nº 60 - FBN, de 05/08/2013. Tendo em vista as especificidades dos livros de HQs (para todas as idades) e das obras voltadas para as crianças e jovens, o apoio concedido às editoras poderá contemplar tanto os custos de tradução quanto os custos de edição dos projetos aprovados.

Conforme o texto do edital, cada projeto apoiado receberá o máximo de USS 8 mil. Tanto os projetos enviados para avaliação, quanto os projetos aprovados deverão respeitar as normas e os critérios estabelecidos no edital do Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior. Confira o link. [post_title] => HQ, literatura infantil e juvenil: apoio às editoras estrangeiras na tradução [post_excerpt] => Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior pela Biblioteca Nacional [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => apoio-a-traducao-e-publicacao-de-autores-brasileiros-no-exterior-literatura-infantil-e-juvenil-e-quadrinhos [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2013-11-01 15:01:27 [post_modified_gmt] => 2013-11-01 17:01:27 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=1330 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) ) [post] => WP_Post Object ( [ID] => 7823 [post_author] => 20 [post_date] => 2015-04-06 10:03:13 [post_date_gmt] => 2015-04-06 13:03:13 [post_content] => [caption id="attachment_7827" align="alignnone" width="1000"]Exposição apresenta um amplo painel sobre quadrinhos na África. Exposição na Biblioteca Pública Municipal de Campinas apresenta um amplo painel sobre quadrinhos na África. Fotos: Martinho Caires[/caption]

Por José Pedro Martins, para a Agência Social de Notícias

Os mitos, os preconceitos, vão sendo construídos a partir de narrativas social e historicamente determinadas. Pois muitas das visões preconcebidas em relação ao continente africano são fraturadas a partir de uma exposição de quadrinhos que começou no Memorial da América Latina, em São Paulo, e que se encontra até o dia 23 de abril, quinta-feira, em Campinas, na Biblioteca Municipal “Prof.Ernesto Manoel Zink”.

É a Exposição Brasil-África, que apresenta ao público brasileiro o que há de mais representativo nos quadrinhos africanos. Muitos quadrinhistas brasileiros estão presentes.

Bira Dantas é um deles. Ele é o curador da exposição pelo lado brasileiro. O congolês Jeremie Nsingi é o curador pelo lado africano. “Aqui no Brasil temos muito pouco contato com os Quadrinhos africanos, apesar de termos muita troca em outros setores sócio-culturais e políticos. Esta exposição mostra um pouco da África real, aquela que é desenhada e satirizada por seus artistas no dia-a-dia”, comenta Bira.

De fato, o desconhecimento em relação ao que é produzido em histórias em quadrinhos na África ainda é muito grande no Brasil, apesar das relações seculares com o continente africano, de onde vieram milhões de escravos que ajudaram a forjar a identidade brasileira. Na realidade, é mais uma página do desconhecimento generalizado no país quanto à realidade africana, apesar de mais da metade da população brasileira ser de afrodescendentes.

Nova história sendo escrita – Mas esse hiato começa a ser superado, como observa o próprio Bira Dantas. Ele nota que em 2008 o quadrinhista e fanzineiro paraense Eduardo Pinto Barbier – que vive na França – foi convidado para a primeira edição do Festival Internacional de Quadrinhos da Argélia (Fibda). “Ele foi pioneiro neste contato cultural entre Brasil e África, no campo dos quadrinhos”, diz Bira. Marcelo D´salete foi outro brasileiro a participar do Fibda naquele ano.

Em 2009 a revista “La Bouche du Monde” – publicada por Eduardo Barbier em francês – fez parte da seleção oficial do Fibda e em 2011 ganhou como Melhor Fanzine. No Brasil, observa Bira, a professora e pesquisadora Sonia Luyten foi curadora da Mostra de Quadrinhos Africanos no Museu Afro, em SP, em 2009, com a participação de 19 artistas de 16 países, e 2010, quando foi lançado o livro “Afro HQ: História e Cultura Afro-brasileira e Africana em Quadrinhos”, de autoria de Danielle Jaimes, Roberta Cirne e Amaro Braga.

[caption id="attachment_7836" align="aligncenter" width="1000"]Obra do associado da SIB Junião, um dos brasileiros na exposição. Obra do associado da SIB Junião, um dos brasileiros na exposição.[/caption]

Em 2011, Eduardo Barbier apresentou o próprio Bira Dantas a Dalila Nadjen, presidente do Fibda, durante o festival de Angouleme na França. Também em 2011, a L&PM Editores publicou o álbum de Quadrinhos Aya (Costa do Marfim) de Marguerite Abouet e Clément Oubrerie. Enquanto isso, André Diniz e Mauricio Hora lançavam “Morro da Favela”, que seria publicado na França, Portugal e Inglaterra. André Diniz também lançou  “Negrinho do Pastoreio” e “O Quilombo Orum Aiê”.

Em 2012, o jornalista e cartunista Mauricio Pestana lançou a coleção “Mãe África” e o cartunista Bira foi selecionado no Fibda, tendo sido o seu D.Quixote  indicado na categoria Melhor Projeto do festival argelino em 2013. Bira foi então convidado para a Argélia, onde lançou seu BiraZine 2 com legendas em francês. Neste mesmo ano, o quadrinhista congolês Jérémie Nsingi veio ao Brasil, a convite do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos de BH). Foi quando Bira e Nsingi se conheceram.

Mais intercâmbios – Os intercâmbios aumentaram em intensidade nos últimos dois anos. Em 2014, o Brasil foi o país homenageado do Fibda e Bira fez parte do juri de premiação. O festival teve um estande só do Brasil com: – Linha do tempo “145 anos de Quadrinhos brasileiros” (montada por Bira e Laurent Melikian). – Quadrinhos brazucas com Bira, André Diniz, Ana Luiza Koehler, Rafael Coutinho, Fábio Moon e Gabriel Bá (organizado por Eduardo Barbier). – Mauricio de Sousa e seus Quadrinhos, Quadrões e Esculturas (montado por Jacqueline Mouradian, presente no festival com Bira, Fábio e Gabriel). Pela primeira vez a ministra da cultura participou da abertura e o embaixador brasileiro também. Ainda no ano passado, Marcelo D’salete lançou “Cumbe”, projeto de Quadrinhos com raízes africanas, aprovado pelo edital paulista ProaC.

Em 2015, o Memorial da América Latina abriu -mais uma vez- as portas para a Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC) entregar o Troféu Angelo Agostini. E desta vez com a exposição Brasil- África. Jérémie Nsingi foi a estrela internacional na Exposição, da qual foi curador pelo lado africano.

[caption id="attachment_7838" align="alignnone" width="680"]O trabalho do marroquino Omar Ennaciri sobre Chico Mendes: solidariedade (Foto José Pedro Martins). O trabalho do marroquino Omar Ennaciri sobre Chico Mendes: solidariedade (Foto José Pedro Martins).[/caption]

Quebra de mitos –  Desde o dia 23 de março e até a próxima quinta, 23 de abril, a Exposição Brasil-África fica em Campinas, na Biblioteca Pública Municipal. Uma exposição para quebrar mitos e o primeiro deles é o de que a África não teria história em quadrinhos.

Tem e de alta qualidade, com temáticas que ajudam a superar outros pré-conceitos com relação ao território africano, como o de que não haveria vida urbana naquele continente. Não é o que mostram os trabalhos dos quadrinhistas africanos presentes na exposição, como Popa Matumula, da Tanzânia, e Bibi Benzene, de Camarões.

Mas a realidade tribal também está presente, como no trabalho de Youmbi Narcisse, também de Camarões. Omar Ennaciri, do Marrocos, apresenta uma bela obra sobre a realidade mediterrânea de vários países africanos.

O mesmo Omar Ennaciri assina uma das curiosidades marcantes da Exposição Brasil-África: é o seu trabalho sobre o líder ecologista e seringueiro brasileiro Chico Mendes, assassinado em 1988. Mais um sinal da ligação íntima, sentimental, afetiva entre Brasil e África.

Outros quadrinhistas africanos com trabalhos na Exposição são Pahé (Gabão), Georges Pondy, Kangol e Joelle Ebongue (Camarões), Gihèn (Tunísia), Benjamin Kouadio (Costa do Marfim), Mokdad Amirouche (Argélia), Didier Kasai (República centro-africana), Massiré Tounkara (Mali), Brahim Rais  (Marrocos), Sylvestre (Burkina Faso), Dwa de Eric (Madagascar) e Al Mata (Congo).

Pelo lado brasileiro, estão trabalhos de Marcelo D’salete, Flavio Luiz, André Diniz, Pestana, Junião, Pedro Franz, Marcos Franco, Hélcio Rogério, Alisson Affonso, Eloyr Pacheco, Fernando Damasio, Janio Garcia, Alves, Orlando Pedroso e o próprio Bira Dantas.

“A exposição permite muitos questionamentos, muitas discussões, é muito rica”, resume a bibliotecária Suze Elias, responsável pela Gibiteca da Biblioteca Pública Municipal de Campinas, co-promotora da exposição. “Os quadrinhos africanos, de grande influência franco-belga, são de alta qualidade”, nota ela.

A questão racial, da identidade, da cultura negra, muito presentes e gerando reflexões importantes. O Brasil começa a redescobrir a África. Os amados quadrinhos, linguagem universal que diverte, encanta e questiona, estão contribuindo para consolidar esse diálogo interatlântico.

LINKS PARA CONHECER MAIS SOBRE HQ DA ÁFRICA

JÉRÉMIE NSINGI (Congo)

BIBI BENZO (Camarões)

Kangol LedroïD (Camarões)

YOUNA Narcisse Youmbi (Camarões)

DUTA Ebene (Camarões)

JOELLE Ebongue (Camarões)

PONDY (Camarões)

MOKDAD amirouche (Argélia)

SYLVESTRE ZOUMABE Gringo (Burkina Faso)

PAHÉ (Gabão) 

www.pahebd.blogspot.com

AL MATA (Congo) 

DIDIER kassai (Sibut, República Centro-africana)

KOUADIO Kouakou Benjamin (Costa do Marfim) 

Gihèn (Tunisia)

POPA (Tanzania)

Massiré Tounkara (Mali)

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O QUE: Exposição Brasil-África (quadrinhos brasileiros e africanos)

ONDE: Biblioteca Municipal Prof.Ernesto Manoel Zink, Campinas, SP

QUANDO: Até o dia 23 de abril, quinta-feira, em Campinas,

É a , que apresenta ao público brasileiro o que há de mais representativo nos quadrinhos africanos. Muitos quadrinhistas brasileiros estão presentes.

[post_title] => Exposição Brasil-África [post_excerpt] => Os associados da SIB Junião e Orlando participam da mostra, que reúne quadrinistas brasileiros e africanos. Até 23/04, na Biblioteca Municipal Prof. Ernesto Manoel Zink, em Campinas, SP. [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => exposicao-brasil-africa [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-05-06 10:12:47 [post_modified_gmt] => 2015-05-06 13:12:47 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=7823 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) )

Exposição Brasil-África

Os associados da SIB Junião e Orlando participam da mostra, que reúne quadrinistas brasileiros e africanos. Até 23/04, na Biblioteca Municipal Prof. Ernesto Manoel Zink, em Campinas, SP.

Raios do Céu: dos santos medievais aos heróis do gibi

Ajoelhado, o monge ergue mãos e contempla o céu: uma figura celeste com três pares de asas paira sobre a paisagem montanhosa.  Das mãos, pés e flanco do…

Bate-papo sobre HQ no Sesc Santo André

Quadrinistas participam de bate-papos sobre universo HQ, no Sesc André-SP, de 11/02 a 25/02. Confira a programação.

TNT

Lançamento da revista independente TNT, desenhada pelo associado da SIB Caio Majado. Sábado, 14/12, a partir das 16h30, na Quanta Academia de Artes, em São Paulo, SP.

Zu Kinkajú

Céu D’Ellia lança HQ independente iniciada há 13 anos, com temática ecológica. Hoje, 09/12, no seu estúdio, na capital paulista.

HQ, literatura infantil e juvenil: apoio às editoras estrangeiras na tradução

Programa de Apoio à Tradução e à Publicação de Autores Brasileiros no Exterior pela Biblioteca Nacional

SIB NEWS

O consagrado curso de design de livro, ministrado por Raquel Matsushita – com palestras de Moema Cavalcanti e Rubens Lima e oficina tipográfica com Andre Hellmeister –, começa agora em agosto, na capital paulista. Inscrições até 22/08!


No segundo semestre deste ano tem curso com Isabel Lopes Coelho e Mell Brites no Instituto Tomie Ohtake, de 07/08 a 23/10. Reserve já, porque são apenas 25 vagas!


Confira só a programação de oficinas sobre narração com imagens, práticas e teóricas, em Sampa. Tem ilustração + design (Raquel Matsushita), ilustração + liberdade de desenhar (Orlando Pedroso), ilustração étnica (Mauricio Negro) e ilustração + quadrinhos (Fábio Moon). Em agosto, não perca!


o processo criativo dos ilustradores Andrés Sandoval, Angela Lago, Eva Furnari, Roger Mello, Renato Moriconi, Nelson Cruz e Javier Zabala. Exposição no Sesc Santo André: “Linhas de Histórias – O Livro Ilustrado em Sete Autores”, de 8/07 a 26/11.


Worshops de sistemas gráficos, ilustração, criatividade e ruptura de estereótipos visuais. Na capital paulista, de 17 a 21 de julho, no Espaço das Três, em Perdizes. Reserve a sua vaga para as duas oficinas!


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