SIBSIB

WP_Query Object ( [query_vars] => Array ( [tag] => musica [error] => [m] => [p] => 0 [post_parent] => [subpost] => [subpost_id] => [attachment] => [attachment_id] => 0 [name] => [static] => [pagename] => [page_id] => 0 [second] => [minute] => [hour] => [day] => 0 [monthnum] => 0 [year] => 0 [w] => 0 [category_name] => [cat] => [tag_id] => 628 [author] => [author_name] => [feed] => [tb] => [paged] => 0 [comments_popup] => [meta_key] => [meta_value] => [preview] => [s] => [sentence] => [fields] => [menu_order] => [category__in] => Array ( ) [category__not_in] => Array ( ) [category__and] => Array ( ) [post__in] => Array ( ) [post__not_in] => Array ( ) [tag__in] => Array ( ) [tag__not_in] => Array ( ) [tag__and] => Array ( ) [tag_slug__in] => Array ( [0] => musica ) [tag_slug__and] => Array ( ) [post_parent__in] => Array ( ) [post_parent__not_in] => Array ( ) [author__in] => Array ( ) [author__not_in] => Array ( ) [ignore_sticky_posts] => [suppress_filters] => [cache_results] => 1 [update_post_term_cache] => 1 [update_post_meta_cache] => 1 [post_type] => [posts_per_page] => 6 [nopaging] => [comments_per_page] => 50 [no_found_rows] => [order] => DESC ) [tax_query] => WP_Tax_Query Object ( [queries] => Array ( [0] => Array ( [taxonomy] => post_tag [terms] => Array ( [0] => musica ) [include_children] => 1 [field] => slug [operator] => IN ) ) [relation] => AND ) [meta_query] => WP_Meta_Query Object ( [queries] => Array ( ) [relation] => ) [date_query] => [post_count] => 2 [current_post] => -1 [in_the_loop] => [comment_count] => 0 [current_comment] => -1 [found_posts] => 2 [max_num_pages] => 1 [max_num_comment_pages] => 0 [is_single] => [is_preview] => [is_page] => [is_archive] => 1 [is_date] => [is_year] => [is_month] => [is_day] => [is_time] => [is_author] => [is_category] => [is_tag] => 1 [is_tax] => [is_search] => [is_feed] => [is_comment_feed] => [is_trackback] => [is_home] => [is_404] => [is_comments_popup] => [is_paged] => [is_admin] => [is_attachment] => [is_singular] => [is_robots] => [is_posts_page] => [is_post_type_archive] => [query_vars_hash] => b9070cb0bfaa9a300e527dfd2b7d3cf7 [query_vars_changed] => [thumbnails_cached] => [stopwords:private] => [query] => Array ( [tag] => musica ) [queried_object] => stdClass Object ( [term_id] => 628 [name] => Música [slug] => musica [term_group] => 0 [term_taxonomy_id] => 631 [taxonomy] => post_tag [description] => [parent] => 0 [count] => 2 [filter] => raw ) [queried_object_id] => 628 [request] => SELECT SQL_CALC_FOUND_ROWS sib_posts.ID FROM sib_posts INNER JOIN sib_term_relationships ON (sib_posts.ID = sib_term_relationships.object_id) WHERE 1=1 AND ( sib_term_relationships.term_taxonomy_id IN (631) ) AND sib_posts.post_type = 'post' AND (sib_posts.post_status = 'publish') GROUP BY sib_posts.ID ORDER BY sib_posts.post_date DESC LIMIT 0, 6 [posts] => Array ( [0] => WP_Post Object ( [ID] => 6634 [post_author] => 4 [post_date] => 2014-12-23 19:31:54 [post_date_gmt] => 2014-12-23 21:31:54 [post_content] =>

Eu não sei criar sem música.

Quando estou desenhando ou escrevendo, preciso de uma trilha sonora. Às vezes chego a ter uma ideia mas, antes de executá-la, procuro músicas que me auxiliem a traduzir aquelas imagens que imaginei. Além de ajudar a perceber melhor o clima daquilo que pretendo comunicar, me ajudam a mergulhar no trabalho. Provavelmente isso é consequência da minha paixão pelo cinema. Não é à toa que eu vivo assobiando ou cantarolando várias trilhas de filmes.

Ultimamente, ando assobiando esta música aqui, do Howard Shore:

Howard_Shore

Se você a ouvir de olhos fechados, é possível que enxergue direitinho um lugar ao qual ela remete – e não estou me referindo à Terra Média ou ao Condado – porque embora tenha sido composta para um filme específico, tal música pode sugerir um lugar qualquer imaginário talhado pelas emoções, lembranças ou idealizações por ela evocadas.

Em certos filmes, a trilha sonora acaba até assumindo o protagonismo da cena. Cheguei a essa conclusão depois de assistir Interestellar no cinema. A música do Hans Zimmer é marcante em toda a película, mas em uma cena em particular, esta música  foi responsável por 90% da emoção.

hans_zimmer

Na cena em questão, o protagonista precisa desesperadamente acoplar sua nave à estação espacial, mas, devido a uma série de problemas, a tarefa acaba sendo muito difícil. Quanto mais a nave se aproxima do ponto de acoplagem, mais a música segue num crescente, até dominar completamente a cena. Em termos de imagem e direção, a sequência nem é lá grande coisa. Sem dúvida alguma, porém, a música faz tudo virar uma experiência de tirar o fôlego.

Repare que, além de tensão, a música consegue transmitir uma certa solidão e evocar uma espécie de transcendência e amplitude.

Não se preocupe se você não viu o filme. Aposto que, ao ouvir esta música, você sentiu, em maior ou menor grau, algo parecido com o que eu descrevi.

Sendo a música de um filme ou não, ao ouvi-la, você imediatamente imagina a sua própria cena.

Agora ouça AQUI mais outra música da mesma trilha de Interestellar (procure não se deixar influenciar pela imagem do filme, concentre-se apenas tão somente na sua música).

Que imagens, sensações e sentimentos ela estimula? Que história você é capaz de criar a partir dessa audição?

Já criei uma porção de histórias assim.

É por isso que eu uso a música como o meu principal recurso para estimular ideias. Uma imagem vale mais do que mil palavras, mas, às vezes, uma música vale mais do que mil imagens.

Quem desejar conhecer mais sobre essa relação mágica entre imagens e música, segue uma dica enviada pelo meu amigo Mauricio Negro: conferir o livro A Música do Filme, tudo o que você gostaria de saber sobre a música de cinema, de Tony Berchmans (Escritura). Vale a pena também acompanhar a trajetória desse autor, um apaixonado pelo tema, e assistir ao seu espetáculo CINEPIANO, que presta homenagem ao cinema de época, cuja trilha é tocada ao vivo – ragtime, polka, jazz tradicional, entre outros estilos –, sempre sincronizada à ação e emoções da película.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fábio Sgroi é ilustrador, escritor e designer gráfico. Formado em Desenho Industrial, atua no segmento de livros infantis e juvenis, tendo mais de 100 obras ilustradas publicadas.

[post_title] => A trilha sonora do texto – Parte 2 [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => a-trilha-sonora-do-texto-parte-2 [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2014-12-26 17:03:51 [post_modified_gmt] => 2014-12-26 19:03:51 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=6634 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [1] => WP_Post Object ( [ID] => 5789 [post_author] => 4 [post_date] => 2014-10-09 14:47:39 [post_date_gmt] => 2014-10-09 17:47:39 [post_content] =>

A história da menininha que, em pleno território selvagem dos Estados Unidos do final do século 19, que precisa ficar dentro de casa o inverno todo porque o frio lá fora era impiedoso, parecia não ter absolutamente nada para agradar a minha filhota de 9 anos. Passando os olhos pelos capítulos antes de iniciar a leitura, notei que a narrativa se ocupava mais em relatar os afazeres domésticos daquela família pobre e corajosa, aos olhos da filha do meio, do que propriamente construir um enredo. Em suma, o livro me pareceu estar mais para um relato documental sobre os hábitos e costumes de um povo numa época e região distantes, do que a costumeira leitura literária em voz alta para os meus filhos antes de dormir.

Pois bem, bastou a leitura do primeiro parágrafo para que Uma casa na floresta nos encantasse de tal maneira que, não raro, nos víamos obrigados a ler mais de um capítulo por noite.

Um dos capítulos, por exemplo, se ocupava em descrever minuciosamente a maneira como a protagonista Laura, e sua irmã mais velha Mary, ajudavam a mãe a preparar uma torta de maçã. Já em outro, descrevia como o pai e o tio retiravam a seiva de uma árvore para que a mãe a fervesse e transformasse no açúcar de bordo, uma iguaria indispensável para atravessar o inverno rigoroso.

Ao mergulhar com minha filha na rotina da família de Laura Ingalls Wilder, autora do livro e protagonista da história, encontrei muitas semelhanças entre a rotina deles e os costumes brasileiros de antigamente que, vira-e-mexe, leio em algum livro do Câmara Cascudo.

O que mais me aguçou a curiosidade, porém, foi a transcrição das letras das músicas que o pai de Laura, Charles – ou "Pa", como as crianças o chamavam –, tocava ao violino.

Ao ler aquelas rimas singelas e inocentes e, alegres na maioria das vezes, ficava imaginando como seria o ritmo. Durante a leitura, num esforço para tentar resgatar a magia daquilo, eu acabava cantarolando os versos, encaixando-os em melodias que conheço, como aquela do O sapo não lava o pé ou Atirei o pau no gato. Ok, admito: o máximo que consegui foi avacalhar com tudo.

Uma pesquisa no Google, contudo, revelou – tal como imaginei – que as músicas relatadas no livro são folclóricas e tradicionais dos EUA. Achei até um CD no itunes, no qual compilaram algumas das músicas dos livros da série (Dá pra ouvir um trechinho de cada uma, clicando no ícone play ao lado de cada faixa).

Encontrei outras coisas interessantes no Youtube, como esta versão de Polly put the kettle on – extraída de um especial da PBS, projeto que visou resgatar as músicas dos livros.

Achei também uma faixa do CD Pa's Fiddlena íntegra: Golden Years are passing by.

Ah, sim! Caso você tenha mais de 35 anos e esteja se perguntando onde foi mesmo que já ouviu o nome da família Ingalls, é provável que tenha sido na série de TV baseada em dois livros da série Little House. Aqui no Brasil foi rebatizada como Os pioneiros.

Para finalizar, e só para não ficar estranho uma Coluna SIB focada em música e literatura, devo acrescentar que são ótimas as ilustrações do Maurício Veneza para os dois livros de Laura Ingalls, aqui lançados pela Best Bolso. :)

_________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fábio Sgroi é ilustrador, escritor e designer gráfico. Formado em Desenho Industrial, atua no segmento de livros infantis e juvenis, tendo mais de 100 obras ilustradas publicadas.

Contato: fsgroi@terra.com.br

[post_title] => A trilha sonora do texto - Parte 1 [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => a-trilha-sonora-do-texto-parte-1 [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2014-10-09 15:40:27 [post_modified_gmt] => 2014-10-09 18:40:27 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=5789 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) ) [post] => WP_Post Object ( [ID] => 6634 [post_author] => 4 [post_date] => 2014-12-23 19:31:54 [post_date_gmt] => 2014-12-23 21:31:54 [post_content] =>

Eu não sei criar sem música.

Quando estou desenhando ou escrevendo, preciso de uma trilha sonora. Às vezes chego a ter uma ideia mas, antes de executá-la, procuro músicas que me auxiliem a traduzir aquelas imagens que imaginei. Além de ajudar a perceber melhor o clima daquilo que pretendo comunicar, me ajudam a mergulhar no trabalho. Provavelmente isso é consequência da minha paixão pelo cinema. Não é à toa que eu vivo assobiando ou cantarolando várias trilhas de filmes.

Ultimamente, ando assobiando esta música aqui, do Howard Shore:

Howard_Shore

Se você a ouvir de olhos fechados, é possível que enxergue direitinho um lugar ao qual ela remete – e não estou me referindo à Terra Média ou ao Condado – porque embora tenha sido composta para um filme específico, tal música pode sugerir um lugar qualquer imaginário talhado pelas emoções, lembranças ou idealizações por ela evocadas.

Em certos filmes, a trilha sonora acaba até assumindo o protagonismo da cena. Cheguei a essa conclusão depois de assistir Interestellar no cinema. A música do Hans Zimmer é marcante em toda a película, mas em uma cena em particular, esta música  foi responsável por 90% da emoção.

hans_zimmer

Na cena em questão, o protagonista precisa desesperadamente acoplar sua nave à estação espacial, mas, devido a uma série de problemas, a tarefa acaba sendo muito difícil. Quanto mais a nave se aproxima do ponto de acoplagem, mais a música segue num crescente, até dominar completamente a cena. Em termos de imagem e direção, a sequência nem é lá grande coisa. Sem dúvida alguma, porém, a música faz tudo virar uma experiência de tirar o fôlego.

Repare que, além de tensão, a música consegue transmitir uma certa solidão e evocar uma espécie de transcendência e amplitude.

Não se preocupe se você não viu o filme. Aposto que, ao ouvir esta música, você sentiu, em maior ou menor grau, algo parecido com o que eu descrevi.

Sendo a música de um filme ou não, ao ouvi-la, você imediatamente imagina a sua própria cena.

Agora ouça AQUI mais outra música da mesma trilha de Interestellar (procure não se deixar influenciar pela imagem do filme, concentre-se apenas tão somente na sua música).

Que imagens, sensações e sentimentos ela estimula? Que história você é capaz de criar a partir dessa audição?

Já criei uma porção de histórias assim.

É por isso que eu uso a música como o meu principal recurso para estimular ideias. Uma imagem vale mais do que mil palavras, mas, às vezes, uma música vale mais do que mil imagens.

Quem desejar conhecer mais sobre essa relação mágica entre imagens e música, segue uma dica enviada pelo meu amigo Mauricio Negro: conferir o livro A Música do Filme, tudo o que você gostaria de saber sobre a música de cinema, de Tony Berchmans (Escritura). Vale a pena também acompanhar a trajetória desse autor, um apaixonado pelo tema, e assistir ao seu espetáculo CINEPIANO, que presta homenagem ao cinema de época, cuja trilha é tocada ao vivo – ragtime, polka, jazz tradicional, entre outros estilos –, sempre sincronizada à ação e emoções da película.

_________________________________________________________________________________________________________________________________________

Fábio Sgroi é ilustrador, escritor e designer gráfico. Formado em Desenho Industrial, atua no segmento de livros infantis e juvenis, tendo mais de 100 obras ilustradas publicadas.

[post_title] => A trilha sonora do texto – Parte 2 [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => closed [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => a-trilha-sonora-do-texto-parte-2 [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2014-12-26 17:03:51 [post_modified_gmt] => 2014-12-26 19:03:51 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://sib.org.br/?p=6634 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) )

A trilha sonora do texto – Parte 2

Eu não sei criar sem música. Quando estou desenhando ou escrevendo, preciso de uma trilha sonora. Às vezes chego a ter uma ideia mas, antes de executá-la, procuro músicas…

A trilha sonora do texto – Parte 1

A história da menininha que, em pleno território selvagem dos Estados Unidos do final do século 19, que precisa ficar dentro de casa o inverno todo porque o…