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A história da menininha que, em pleno território selvagem dos Estados Unidos do final do século 19, que precisa ficar dentro de casa o inverno todo porque o frio lá fora era impiedoso, parecia não ter absolutamente nada para agradar a minha filhota de 9 anos. Passando os olhos pelos capítulos antes de iniciar a leitura, notei que a narrativa se ocupava mais em relatar os afazeres domésticos daquela família pobre e corajosa, aos olhos da filha do meio, do que propriamente construir um enredo. Em suma, o livro me pareceu estar mais para um relato documental sobre os hábitos e costumes de um povo numa época e região distantes, do que a costumeira leitura literária em voz alta para os meus filhos antes de dormir.

Pois bem, bastou a leitura do primeiro parágrafo para que Uma casa na floresta nos encantasse de tal maneira que, não raro, nos víamos obrigados a ler mais de um capítulo por noite.

Um dos capítulos, por exemplo, se ocupava em descrever minuciosamente a maneira como a protagonista Laura, e sua irmã mais velha Mary, ajudavam a mãe a preparar uma torta de maçã. Já em outro, descrevia como o pai e o tio retiravam a seiva de uma árvore para que a mãe a fervesse e transformasse no açúcar de bordo, uma iguaria indispensável para atravessar o inverno rigoroso.

Ao mergulhar com minha filha na rotina da família de Laura Ingalls Wilder, autora do livro e protagonista da história, encontrei muitas semelhanças entre a rotina deles e os costumes brasileiros de antigamente que, vira-e-mexe, leio em algum livro do Câmara Cascudo.

O que mais me aguçou a curiosidade, porém, foi a transcrição das letras das músicas que o pai de Laura, Charles – ou "Pa", como as crianças o chamavam –, tocava ao violino.

Ao ler aquelas rimas singelas e inocentes e, alegres na maioria das vezes, ficava imaginando como seria o ritmo. Durante a leitura, num esforço para tentar resgatar a magia daquilo, eu acabava cantarolando os versos, encaixando-os em melodias que conheço, como aquela do O sapo não lava o pé ou Atirei o pau no gato. Ok, admito: o máximo que consegui foi avacalhar com tudo.

Uma pesquisa no Google, contudo, revelou – tal como imaginei – que as músicas relatadas no livro são folclóricas e tradicionais dos EUA. Achei até um CD no itunes, no qual compilaram algumas das músicas dos livros da série (Dá pra ouvir um trechinho de cada uma, clicando no ícone play ao lado de cada faixa).

Encontrei outras coisas interessantes no Youtube, como esta versão de Polly put the kettle on – extraída de um especial da PBS, projeto que visou resgatar as músicas dos livros.

Achei também uma faixa do CD Pa's Fiddlena íntegra: Golden Years are passing by.

Ah, sim! Caso você tenha mais de 35 anos e esteja se perguntando onde foi mesmo que já ouviu o nome da família Ingalls, é provável que tenha sido na série de TV baseada em dois livros da série Little House. Aqui no Brasil foi rebatizada como Os pioneiros.

Para finalizar, e só para não ficar estranho uma Coluna SIB focada em música e literatura, devo acrescentar que são ótimas as ilustrações do Maurício Veneza para os dois livros de Laura Ingalls, aqui lançados pela Best Bolso. :)

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Fábio Sgroi é ilustrador, escritor e designer gráfico. Formado em Desenho Industrial, atua no segmento de livros infantis e juvenis, tendo mais de 100 obras ilustradas publicadas.

Contato: fsgroi@terra.com.br

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Fábio Sgroi é ilustrador, escritor e designer gráfico. Formado em Desenho Industrial, atua no segmento de livros infantis e juvenis, tendo mais de 100 obras ilustradas publicadas.

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A trilha sonora do texto – Parte 1

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