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O  bom e velho rock sempre está presente aqui no estúdio. Seja embalando meus desenhos ou espantando meu sono naquelas noites em que preciso ficar até de madrugada trabalhando, o som na caixa é quase sempre pesado. No entanto, o rock não passou a fazer parte da minha vida somente pela sonoridade. Como ilustrador que sou, a intimidade com as grandes bandas de Heavy Metal – meu estilo favorito – só ocorreu graças às imagens estampadas nas capas de seus LPs.

Não é por acaso, então, que a minha banda de cabeceira é o Iron Maiden.

A primeira vez que ouvi “Aces High” e "2 Minutes to Midnight" foi em 1986, na casa de um amigo meu. Por si só, a sonoridade do Iron já tinha sido uma porrada bem na boca do meu estômago. O choque completo no meu cérebro, no entanto, só foi processado quando olhei a capa.

05slave01

O disco em questão se chama "Powerslave" e aquela imagem exótica de um templo erguido em honra a uma espécie de deus impiedoso – com raios emanando do topo de sua pirâmide e súditos carregando cerimoniosamente um caixão para seu interior – me impressionou completamente. Havia um misterioso simbolismo naquela ilustração que evocava um sentimento de medo e opressão. Meu amigo, no entanto, logo chamou a atenção para alguns detalhes sutis sinalizando que nada daquilo era pra ser levado a sério. Por exemplo, no painel de hieróglifos abaixo do pé da esfinge, à esquerda de quem observa, lê-se a frase “Indiana Jones was here 1941”, e, mais à direita, vê-se uma caricatura do Mickey Mouse. (Outros detalhes desta ilustração podem ser observados aqui).

[caption id="attachment_9953" align="aligncenter" width="240"]Detalhes da imagem do álbum Porweslave: piadas para descontrair Detalhes da imagem do álbum Porweslave: piadas para descontrair[/caption]

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Mais tarde descobri que essa imagem, assim como várias outras que estamparam capas de álbuns clássicos do Iron, foram criadas por Derek Riggs.

Nascido no ano de 1958 em Portsmouth, Inglaterra, Riggs é um artista autodidata. Sendo assim, achei até normal quando soube que ele foi expulso da faculdade de artes por reclamar da qualidade do curso. Quando uma pessoa se acostuma a estudar por conta própria é difícil se adequar a métodos impostos em programas educacionais. De qualquer modo, o fato de não possuir um currículo acadêmico consistente não o impediu de desenvolver o seu desenho e alcançar sucesso na carreira de ilustrador.

Riggs entrou na vida do Iron em 1980, quando a banda estava produzindo seu primeiro álbum de estúdio.

Diz a lenda que o gerente do grupo, Rod Smallwood, queria que a capa do disco trouxesse algum tipo de imagem que traduzisse de maneira imediata ao público sua proposta musical. Ao conhecer o trabalho de Riggs, viu em seu portfólio o desenho de uma estranha caveira. Com um forte apelo punk e uma aparência um tanto bizarra, aquele ser de formas grotescas possuía o apelo marcante que ele procurava. A banda também gostou da ilustração e pediu somente que Riggs acrescentasse cabelos à criatura, de modo que ela espelhasse mais fielmente a proposta sonora que estavam buscando.

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A criatura agradou tanto que a banda a batizou de Eddie, nome que o baixista e fundador do Iron, Steve Harris, chamava uma máscara de papel machê igualmente bizarra utilizada na decoração de palco nos primeiros shows. Desde então, Eddie se transformou no maior símbolo do Iron Maiden.

Na ilustração do "Powrslave", aquele tal “deus impiedoso” que tanto me impressionou é o Eddie, personificando o tema do álbum, assim como nas demais capas do Iron em que ele incorpora e traduz visualmente o conceito de cada trabalho.

Riggs criou todas as capas do Iron durante os anos 1980. No início dos anos 1990, porém, a banda decidiu que Eddie deveria mudar, passando a trabalhar com outros artistas. "Fear of the Dark" foi o primeiro álbum da banda sem desenhos do ilustrador de Portsmouth.

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Riggs, entretanto, não perdeu o gosto por traduzir trabalhos musicais em imagens e permanece na ativa até hoje, ilustrando capas para vários outros artistas e bandas.

Todas as capas criadas por Derek Riggs para o Iron Maiden, assim como diversos outros trabalhos dele, podem ser conferidos em seu site: www.derekriggs.com

Aumente o volume e boa diversão!

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Fábio Sgroi é fã de Heavy Metal, mas também ouve diversos outros estilos. É ilustrador, escritor, designer gráfico e professor de artes.

http://fsgroi65.wix.com/ilustrador

Contato: fsgroi@terra.com.br

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Que a vida imita a arte, ninguém duvida. Reviravoltas, por vezes, ultrapassam a ficção.

Com a volta de Juca Ferreira à liderança do MinC, anunciada no penúltimo dia de 2014, os ilustradores e escritores sentiram calafrios no que diz respeito à manutenção de seus direitos autorais. E não é pra menos: foi com o MinC sob o seu comando, entre 2008 e 2010, que se desenrolou uma grande e feroz discussão a respeito da mudança da Lei 9.610.

min_cult12Juca Ferreira reassume o Ministério da Cultura, em solenidade no Teatro Funarte Plínio Marcos, em Brasília, no dia 12 de janeiro. Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil

Para quem não se lembra, aprovada em fevereiro de 1998, a Lei 9.610 rege os direitos autorais no Brasil. Em 2007, sob a direção de Gilberto Gil e secretariado por Juca, o MinC deu início a uma articulação que visava uma ampla modificação em seus artigos, sob pretexto de modernizá-la frente ao avanço das novas tecnologias, à popularização da internet e à convergência de mídias. Em 2008, com a saída de Gil, o sociólogo e ex-presidente da UBES assumiu a pasta e levou adiante a ingrata tarefa.

A proposta de modificação que mais tirou o sono de ilustradores e escritores foi a que visava a liberação obrigatória, não autorizada e gratuita de imagens e trechos de textos literários para um eventual uso em obras didáticas. Trocando em miúdos, tal flexibilização permitiria que editoras reproduzissem ilustrações ou excertos de obras literárias em publicações didáticas – segmento de mercado que movimenta milhões, nas tiragens e receitas, por meios de vendas governamentais – liberando às mesmas de autorizações ou mesmo da remuneração aos respectivos autores.

E não foram só os autores que passaram noites em claro. As editoras também tiveram sua cota de calafrios diante da eventualidade da liberação gratuita do conteúdo de seus livros para reprodução em estabelecimentos de ensino e, pela internet, cópias digitais à vontade.

Os proponentes das reformas, em tese, defendiam a democratização do acesso a bens culturais. Boas intenções à parte, uma mescla inflamável de desinformação, ingenuidade e presunção provocaram um tremendo rebuliço. Houve uma farta discussão nas redes sociais. Autores e editoras chegaram a se unir para fortalecer a representatividade do meio editorial frente a outros segmentos culturais que, seja por maior visibilidade ou melhor organização, conseguiam gritar mais alto e se fazer ouvir, a exemplo dos músicos e compositores. O meio editorial iniciou um movimento em prol da "luta pelos direitos autorais e dos autores", com autores e editoras marchando lado a lado.

Mais adiante, porém, essa união se mostrou vantajosa apenas para um dos lados. Houve consenso inicial em assinar petições conjuntas, solicitando a remoção das propostas que visavam liberar gratuitamente a reprodução dos conteúdo dos livros nas escolas e na internet; mas quando foi a vez de assinar em conjunto o veto à proposta de liberar imagens e textos para reprodução gratuita em livros didáticos, as editoras preferiram declarar apoio às mudanças do MinC.

Percebendo que era melhor andar só do que mal representado, os autores do meio editorial se organizaram por conta própria e redigiram um documento oficial para especificar os pontos divergentes às reformulações apresentadas pelo MinC, bem como para sugerir mudanças para preservar a saúde econômica do mercado de artes.

O documento redigido em conjunto pela SIB, AEI-LIJ, ACB, APROARTES, CEBEC e ABIPRO foi entregue ao então representante do MinC – Rafael Pereira Oliveira – durante o IlustraBrasil 7, na época um evento anual, realizado pela SIB entre 9 de agosto e 11 de setembro de 2010, no Senac Lapa Scipião, em São Paulo.

b58José Alberto Lovetro (o JAL), presidente da ACB, discursa na cerimônia de entrega do documento ao representante do MinC durante o IlustraBrasil! 7. Foto: Arquivo SIB

Mesa Minc 15Da esquerda para a direita: Orlando Pedroso (SIB), José Alberto Lovetro (ACB), Flávio Motta (ABIPRO), Carlos Franco (Aproartes), Fábio Sgroi (AEI-LIJ) e Eneida Soller (CEBEC) entregam o documento redigido pelas entidades Rafael Pereira Oliveira (à direita), representante do MinC. Foto: Arquivo SIB

Após inúmeras conferências com diversas entidades representativas de vários segmentos culturais, o MinC submeteu a proposta de reformulação da Lei 9.610 à consulta pública, onde milhares de outras reivindicações foram feitas. Depois disso, a proposta sofreu modificações, visando balancear as demandas, e logo já estava pronta para ser enviada para apreciação no congresso.

Verdade seja dita: a proposta de reforma que seguiu aos nossos queridos senadores foi mesmo reescrita para atender as demandas e ajustar as cláusulas que provocaram insônia em muitos, contudo, o sentimento de ameaça ao bom funcionamento do mercado jamais se dissipou, de modo que os autores e o setor permaneceram em alerta.

A vida, mais uma vez, imitou a Arte. Assim como nas melhores obras de ficção, a história teve uma reviravolta surpreendente: Juca Ferreira deixou a direção do MinC para dar lugar à Ana de Hollanda, que engavetou o processo. Depois, a própria Ana de Hollanda foi afastada, cedendo a cadeira à senadora Marta Suplicy, que anunciou desengavetar a proposta de reformulação da lei. O texto da reforma foi enviado à Casa Civil, o resultado da apreciação não foi divulgado e a trama mergulhou em um incômodo clima de mistério.

Eis que agora essa mirabolante história dá uma nova e imprevisível guinada.

Assim como as grandes franquias hollywoodianas são revitalizadas de tempos em tempos, o retorno Juca Ferreira ao comando do MinC – se o enredo não mostrar sinais de esgotamento e voltar para a gaveta – pode significar renovadas emoções aos criadores de cultura.

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Fábio Sgroi é ilustrador, escritor e designer gráfico. Formado em Desenho Industrial, atua no segmento de livros infantis e juvenis, tendo mais de 100 obras ilustradas publicadas.

Contato: fsgroi@terra.com.br

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Nascido no ano de 1958 em Portsmouth, Inglaterra, Riggs é um artista autodidata. Sendo assim, achei até normal quando soube que ele foi expulso da faculdade de artes por reclamar da qualidade do curso. Quando uma pessoa se acostuma a estudar por conta própria é difícil se adequar a métodos impostos em programas educacionais. De qualquer modo, o fato de não possuir um currículo acadêmico consistente não o impediu de desenvolver o seu desenho e alcançar sucesso na carreira de ilustrador.

Riggs entrou na vida do Iron em 1980, quando a banda estava produzindo seu primeiro álbum de estúdio.

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O Iron Maiden ilustrado

Com paixão e intimidade de fã, Fábio Sgroi discorre sobre bandas de Heavy Metal e suas memoráveis capas de LP ilustradas.

Juca Ferreira está de volta! Cenas dos capítulos anteriores.

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