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Bill

BILL convite

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O QUE: Lançamento da revista BILL, de João Pinheiro

QUANDO: sexta-feira, 20/03, às 20h00

ONDE: Monkix – Rua Harmonia, 150 – Loja 3
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Trata-se de uma revista dedica ao escritor americano William S. Burroughs: visionário, satírico, ácido, politico, junky, beatnik, um dos maiores gênios da literatura americana do pós guerra. Histórias em quadrinhos (89%) e textos.

Se “a linguagem é um vírus”, como afirmou o próprio Burroughs, a publicação é uma nova virose.

Com a colaboração dos ilustres amigos da Interzona: Antonio Eder, Batata Sem Umbigo, Carol Sakura, Daniel Gise, Diego Aguiar Vieira, José Luis Salvador, Mariana Waechter, Pedro Mancini, Ricardo Rodrigues, Wagner Rocha e Walkir Fernandes.

“O PROJETO BILL começou por acidente. Como a maioria das coisas legais acontecem. O maldito Sr. Burroughs me pegou no contrapé, quando achava que tudo o que EU tinha para dizer sobre os Beats já o tinha feito na biografia em quadrinhos do Jack Kerouac. Acho que conscientemente eu tentava me afastar desses caras. Eles me acompanhavam desde os 16 anos, eu estava de saco cheio deles.

Foi por acidente que encontrei em um sebo o livro REVOLUÇÃO ELETRÔNICA do Burroughs, uma espécie de ensaio, ficção e livro de receitas. Nele, William Burroughs parte de um princípio: o ser humano está contaminado por um vírus – a palavra. “A palavra em si pode ser um vírus que atingiu uma situação permanente no hóspede”, ou seja, o ser humano está contaminado, mas esta infecção não se apresenta como maligna, a princípio.

Há uma espécie de simbiose: o vírus sobrevive, o hóspede sobrevive. Mas o vírus foi sofrendo mutações à medida que o homem foi evoluindo e a linguagem foi ganhando novos contornos até que, nos dias atuais, se transformasse em uma arma de poder. Como assim? É simples. A difusão da palavra pode, obedecendo a várias técnicas, desencadear determinadas reações. Ou seja, o poder da palavra não é o de “poder fazer”, mas sim o seu supremo hierárquico, o “poder de fazer fazer”.

Através da elocução e de várias técnicas do domínio do discurso, associadas a estratégias bem montadas de difusão de mensagens, as palavras podem controlar multidões, criar um sistema e sustentá-lo, imutável, mantendo no poder os donos da palavra: “Os sacerdotes (…) fundaram um universo hermético de que eram os controladores axiomáticos. Ao fazê-lo tornaram-se (…) o Medo e a Dor, a Morte e o Tempo”, escreve o autor.

Burroughs propõe então que se questione o sistema e a sua infalibilidade. E é neste ponto que a eletrônica e a palavra, unidas, podem funcionar como armas de destruição do sistema que elas próprias sustentavam, subvertendo as suas funções.

A principal receita sugerida por Burroughs consiste na utilização da técnica do corte e montagem, o “cut-up”. Esta técnica implica a utilização de meios de gravação e difusão áudio e vídeo, ou seja, os mesmos que são utilizados para “controlar as massas”, os “mass media”.

Assim, sem que me desse conta, logo estava envolto pela imagem ossuda e obra desse alienígena invasor de mentes que é o Bill. Eu era refém dos Beats novamente.

Nasceu o projeto Bill.

Outros malucos se juntaram a mim nessa empreitada, mergulharam na Interzona e juntos trocamos muitas viroses simbólicas.

Graças a todos esses tipos suspeitos, agora está pronta a versão impressa da revista, objetivo do projeto desde o início.

O que o futuro nos reserva?

Agredecimentos especiais a todos que participaram direta ou indiretamente do projeto (espero não esquecer ninguém): Carlos Ferreira, Floriano Martins, Claudio Willer, Guilherme Ziggy, Ikaro Max,Dario Fantacci, Cleber Gazana, Yves Budin, Antonio Amaral, João Pirolla,Podre de Rosa, Raphael Fernandes, Marcelo Monteiro, Pablo Conde, Wagner Willian, Junior Lopes, Eric Moreira, Michelle Henriques, TW Jonas e a Sirlene Barbosa que aguenta minhas “loucuras”.

*Também estou finalizando uma HQ longa, intitulada provisoriamente de Burroughs, sobre a obra do dito cujo, a ser lançada pela editora Veneta do grande Rogério de Campos.

Esse vírus é mesmo poderoso. Cuidem-se.

Faltam três dias para o lançamento.

…fim da transmissão…”

João Pinheiro

Bill 2

 

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